Um fim de semana... diferente.... estendido... com início numa deliciosa fuga do mundo, uma fuga de mim mesma, mesmo que para viver a minha vida. E não, não estou me contradizendo.
Na própria sexta... Cacau me ligou, do Rio de Janeiro!!! Estava no Arco do Teles e lembrou de mim... que foufa... Adorei!
Depois... Sol... 34°C, calor atípico na Curitiba provinciana. Pernocas brancas de fora, o sol lembrou de nós, curitibanas!
Chateação pela impossibilidade de ajudar como gostaria. É ruim não ser jardineiro e ver suas flores adoecendo... Mas "só me resta rir" não é mesmo... tudo vai passar.
Mamãe de volta, após 40 dias! E eu tive que recepcioná-la amoada, e adoentada... ohh, lástima...
Sim, é feriado, é calor, e eu estou de molho em casa. A "lei do Smurf" é o que há. Sem samba, sem fugas, sem café da manhã vendo o sol nascer... apenas um fim de semana longo e pelo jeito caseiro, a base de antibióticos e antiinflamatórios...
Me resta prestar atenção nas mensagens que recebo... são lindas... mesmo enquanto durmo... me confortam... me alegram... me fazem suspirar. Espero estar fazendo também o bem que estou recebendo... Me resta ouvir música... me resta pensar nas jaulinhas de satisfação em que a vida deveria deixar a gente preso rs...
Boa noite, de lua cheia, mesmo que por trás das nuvens...
Lua cheia vem chegando... vem voltando... espero poder vê-la...
A crescente de hoje, depois que me olhou com seu formato de olho de gato, se escondeu nas rosadas nuvens da noite curitibana...
Hoje, noite de tentar fechar os olhinhos mais cedo... dormir melhor que ontem.
E fim de semana vem chegando... já me empolgo na quarta feira rs... Tou até sentindo um friozinho na barriga... nervosa? que besteira, precisa não menina!
Mais uma vez refletindo sobre o tempo. Sobre como o tempo passa, e como isso pode ser relativo.
Quantas vezes não repetimos um espantado "já!?" ao descobrir um período, ao ver que o ano se aproxima do fim, ao saber de uma data que se repete. Quantos de nós se espanta ao ver que já é o tempo de trocar a escova de dentes, de pagar a próxima parcela de um curso, de desejar feliz aniversário a alguém?
A verdade é que tudo depende da intensidade. Faz 1 ano que você conheceu fulano, parece muito mais? A intensidade da relação deste ano é que faz com que pareça ser muito mais tempo. Pense o que acontecia, onde você estava há 1 mês. Numa esquina, no trabalho, num taxi, ônibus, avião? O que consegue lembrar? Se foi um dia corriqueiro, provavelmente você nem recorde algum detalhe - o que me deixa profundamente sentida... de esquecermos as coisas que foram acontecendo. E é por isso que anoto, que tento ao menos uma palavrinha que lembre cada dia, um detalhezinho sequer.
Acontece que é inevitável. O tempo vai passar, cada vez aparentando ser mais rápido, as coisas parecendo durar menos. Repito o que já disse anteriormente: é preciso viver com intensidade, com vontade, com apreço. Viver com verdade. Afinal de contas, 10, 20, 50 anos, não dá pra dizer se é muito ou pouco. O que dá pra dizer é se valeram ou não a pena.
Olha só, esquece. Nada vai de mal a pior. Nada. Estando nesta terra, nesta vida, pra tudo se dá jeito. Reclamar é besteira, não serve. E tem mais, reclamar não ajuda, a incerteza do amanhã continua. Nada sabemos. NADA. Nem mesmo sabemos o que será da única certeza que temos, que é o nosso fim. Nada. Prometer que vai fazer no dia seguinte não é garantia de que vai ser feito. Deixar para dizer mais tarde o que se sente pode ser a não revelação do sentimento. Não dá pra perder tempo reclamando, adiando, escondendo. Parece falar coisa manjada, mas é preciso viver com intensidade. Se gosta, que seja com verdade. Se quer, tem que ser claro. Se não quer, tem que parar de perder tempo. Perder tempo!!! Quantas vezes perdemos tempo fazendo o que não queremos, ou não fazendo o que queremos... e quem disse que conseguiremos recuperar isso no futuro? Não dá pra acreditar no que não existe. Tem que acreditar no presente, que é real. E fazer valer. E dizer que ama, e abraçar pra não se arrepender de não ter feito. Falo isso pra mim também. Ontem mesmo deixei de dar um abraço, por pura insegurança, fui dormir na vontade, e sei que quebrar o gelo faria bem. Mas no decorrer dos dias, no corre corre da rotina a que nos deixamos submeter, nos tornamos bobos que deixam os momentos passar, que deixam as pessoas a quem amamos passar. Vão com o vento. Vão com o tempo. Vão com a vida. E, me desculpem, eu nem sei dizer o que é a vida...
Minha pasta de rascunhos do email está cada vez mais cheia. Nela, geralmente surgem minhas postagens do blog. Mas agora, começo e paro. Começo, paro. Acho que é reflexo de muitas realidades distintas num só momento. Certas coisas vão muito bem, outras de mal a pior. É normal, não há momento de plena felicidade. Mas a mistura de sensações causa um rebuliço grande, um turbilhão, panelinha de pressão sabe? E dá nisso.
Mas isso é coisa de domingo. Ai, gente... domingo é um buraco no meu peito. As manhãs que eu não vejo, as tardes em que, deslocada, falo 'bom dia', e quando o breu da noite chega, sou eu que chego tarde pra desejar 'boa noite'.
É quase sempre assim. Um dia morno, solitário, melancólico. Cheio de lembranças que aparecem ao longo do cair da tarde. E o cair da tarde que esmaga. Sufoca. Mas é sensação que acaba, e há o alvorecer seguinte, para o qual eu já deixo programado o meu doce 'bom dia'. E que vai trazer inspiração para mais uma semana.
Televisão ligada durante o café da manhã, ouvi falar em Vila Izabel. Atentei os ouvidos curiosa sobre o assunto, ingênua, esperando uma boa notícia. Mas a reportagem era triste e trágica, sobre a realidade cruel da comunidade, e que não é de sua exclusividade.
Lembrei de Nomes de Favela, samba de Paulo César Pinheiro, que trata justamente da mudança ocorrida com o passar do tempo e que foi descaracterizando muitos dos nomes...
Nada mais a dizer, Paulo César já o faz. Vai aí:
O galo já não canta mais no Cantagalo A água já não corre mais na Cachoeirinha Menino não pega mais manga na Mangueira E agora que cidade grande é a Rocinha
Ninguém faz mais jura de amor no Juramento Ninguém vai-se embora do Morro do Adeus Prazer se acabou lá no Morro dos Prazeres E a vida é um inferno na Cidade de Deus
Não sou do tempo das armas Por isso ainda prefiro Ouvir um verso de samba Do que escutar som de tiro
Pela poesia dos nomes de favela A vida por lá já foi mais bela Já foi bem melhor de se morar Mas hoje essa mesma poesia pede ajuda Ou lá na favela a vida muda Ou todos os nomes vão mudar...
Hoje, algum tropeço. Alguma coisa me fez ir ao chão. Estranho. Esgotei. Caí. Chorei. Doeu.
Agora, um pouco anestesiada. Parece que aliviou. Mas me preocupo. Até onde vou assim?
Preciso relaxar um pouco, estou querendo abraçar o mundo e esqueço que tenho dois braços apenas.
Mas tenho sorte. E felicidade, em meio ao meu descabelamento... Um fôlego... inspirador... que tem me refeito as forças (apesar de ter me tirado o sono rs...).
Hora de escrever um novo ritmo, uma nova ordem, uma nova página. Antes que isso repita.
No meio do caminho tinha uma pedra, um tropeço, mas já passou. Faz parte.
Tentando escrever sobre a linha como estou bem. Sobre como estou feliz nesta noite de domingo. É que hoje foi um dia tão bom, bonito, desde o alvorecer. De boas companhias e de sol. Sol na pele! Caraca, isso tudo me faz tão bem...
Risco.
Tentando num risco contar como hoje estava transbordando emoções e dedicada a ver as bonitezas da vida. Como tudo me pareceu brilhante e colorido. E como eu acreditei que não era efeito da lente de olhar encantado.
Rabisco.
Tentando rabiscar sobre como os meus olhos inundaram meu olhar várias vezes hoje. Completamente emotiva. Ouvindo música, ouvindo os causos da minha avó, vendo a criançada sorrindo, ai... não me aguentei...
Traço.
Um fim de semana intenso, de sorrisos muitos, janela aberta e suspiros de felicidade, foi o que eu tentei traçar.
O que são os sonhos? Dizem ser mensagens, dizem ser reflexões do inconsciente.
Eu, por exemplo, tenho um sonho recorrente, já há muito tempo. Uma onda gigante. Às vezes estou na praia, diversas praias, às vezes em locais urbanos, até mesmo no alto de um edifício. E a onda gigante avassaladora é o fim do sonho, junto com um aperto no peito, agonia, desespero.
Mas, ainda bem, a onda não tem visitado meu sono. Um alívio, mesmo que provavelmente temporário. Tenho tido sonhos bons, leves, felizes. Essa noite foi assim, e foi diferente também. Sonhei com uma música. Só me dei conta quando acordei cantarolando. "Valsa para Biu Roque", da Céu. Não lembro o que exatamente acontecia, mas lembro da música, preenchendo o sonho de uma forma intensa.
Ouviu? Como não? O que? Vem de dentro? Será que não é ali fora? Tá dizendo que é aqui dentro??? Mas é tão forte... vc não tá ouvindo mesmo? Espera... acho que alguém já me contou sobre isso...