Ahhh, a virada de ano. Mais uma vez nos despedimos de um período e acrescentamos uma unidade ao que representa os 365 dias consecutivos. Bah Ana, pára de falar desse jeito esquisito. É só dizer que é mais uma virada de ano e ponto. Chega de florear.
Haha... Falando nisso, hoje na fila do banco me deparei com um banner escrito "Mal. Froriano" e não me aguentei, fiquei rindo. Como é que podem mandar plotar sem revisão? Ah, Deus, faça com que as pessoas descubram que sou ótima revisora de textos e me paguem bem por isso :D
Eu quero um blog novo. Um ano novo. Um site novo (nem tenho um velho). Fotos novas. Felicidades renovados. Amor alimentado. Luz no meu caminho e nos que estão comigo. E nos caminhos dos outros tb.
O blog hiberna. O sono dos justos, dos sonhadores, das ilusões, das esperanças.
A vida hibernou também nesse ano. Reflexo.
Um ano de sonhos bons e pesadelos. Um ano rápido, e que num retorno rápido de pensamentos... o que foi mesmo que aconteceu? Rápido, carregado, pesado... e de repente nada aconteceu.
2011 foi punk pra maioria das pessoas que eu conheço. Fechamos um ciclo, não tem como não ser assim.
Acordei agora, eu acho, recente.
Se o blog vai acordar? Ainda não sei. Tem coisas que trago comigo. Tem coisas que quero mesmo deixar pra trás.
Acham isso tudo com cara de pensamentos de fim de ano né? Eu só entendo que é tudo parte de uma preparação para um novo ciclo.
Não sei se é gripe, se é frio, resfriado ou mau humor. Se é inferno astral, cachorro louco, cabelo sem corte, vento que corta. Não sei se vem de fora ou se é aqui dentro mesmo (mais provável). Tédio do controle remoto ou ansiedade pelo que iria acontecer mas não aconteceu. Se é a carteira vazia, se é fome ou se ter comido demais.
A verdade é que não está bom, e o meu consolo é que amanhã o sol nasce de novo. Vamos lá. Obrigada.
Hoje, por um suspiro, tive medo do futuro. Este que vem sem que a gente peça, sem que a gente diga sim ou não. Tive, por um momento, medo do tempo e das mudanças que ele trará. Muitas serão boas, outras nem tanto, mas nem é apenas seu teor que me assusta. Por um minuto ou dois, me arrepiei ao pensar que certamente isso tudo, ou quase tudo, vai mudar. E muitos desses câmbios acontecem lentamente... todo mundo sabe disso. Foi por isso que, durante um pequeno período, meu peito ficou apertado, ao pensar que tudo pode ser efêmero e passageiro. As coisas que adoramos e as pessoas que amamos, não existe eternidade para nada nem para ninguém. Dói um pouco saber que o que tenho é só para hoje, amanhã quem sabe. Não sei se terei, não sei se haverá. Foi esse aperto no peito, esse suspiro ou alguns deles, esse pequeno período de um ou dois minutos, foi isso que me fez sentir medo de tanto querer e gostar, medo da entrega e até medo de amar. Hoje é assim... e amanhã, será?
Uma página em branco, por favor! eu preciso anotar todos os meus delitos! As minhas falhas, meus medos, meus erros também. E depois dela bem cheia e pesada, arranco a folha dessa página e amasso... Então reúno do fundo do meu estômago toda a força que eu concentraria num golpe à têmpora de um inimigo traidor, se eu fosse assim violenta. E então arremesso a bola de papel pesada e culposa para muito longe de mim. Para onde nem o vento nem o tempo possam trazê-la de volta.
O amadurecimento pode vir no aprender a cozinhar, no aprender a dizer "eu te amo". Pra alguns vem antes, às vezes à força. Pra outros é tardio. Cada um tem seu tempo. O importante é saber que a gente amadurece nas pequenas grandes coisas do dia a dia, da vida. No saber enfrentar os tropeços e no aprender a limpar o que sujou. Aprendr a perdoar, e a superar isso. É assim que a gente cresce.
Cansada, as pernas doem e latejam. Tenho apenas 27, mas o preparo físico não é dos melhores. Pernas doem. Cansada. Mas feliz por estar assim. Não pela dor, não! Mas sim pelo que causa o cansaço.
Agora, a vontade era de entrar no site da Gol/Webjet/Azul (Amarela/Arco íris/a cor que for), comprar uma passagem pra semana que vem... viagenzinha a 2... pés pro alto e sensação de dever cumprido. Mas por enquanto é vontade. Os grilinhos da conta bancária não pagam contas rs.
Eu tenho medo. Tenho sim, e assumo. Medo do escuro, medo do rumo do planeta, medo da morte. Medo da decepção naquilo que se coloca as fichas. Medo da trapaça, da traição. Meu medo é real, é presente e com ele eu convivo. Dia e noite, às vezes mais, outras menos. Às vezes alimentado, outras superado, mesmo que momentaneamente. Ou então substituído por algum outro que pareça mais coerente. Ou menos. Medos são, por vezes, tão sem sentido... e nos levam a pensamentos e vertigens com os quais não precisaríamos nos deparar! Eu tenho medo da solidão, da tristeza, do rancor. Mas meu maior medo... é morrer de medo.
Ei, tou aqui pensando... sem concluir ainda, sem saber a que conclusão isso vai me levar. Penso nessa coisa de respeitar, ser respeitada, tolerar, de que nada mudou. É que me parece incoerente dizer que nada mudou. É claro que eu estou aqui, que ainda tenho o mesmo nome, a mesma personalidade. Mas eu penso que algumas grandes mudanças levam a tantas outras, grandes ou pequenas... e daí eu me pergunto: ainda assim é certo dizer que nada mudou? Acho que não... e quero muito que isso seja repensado, para enfim ser realmente aceito. Isso não quer dizer que eu cheguei a uma conclusão, não. Ainda não. É toda uma gestalt pra fechar na minha cabeça - e eu ainda sou a pessoa com grandes dificuldades de expressar opinião. Oh, mas que contraditório, dizer isso e alimentar um blog. O blog é puramente momento de inspiração, com pitadas de opinião, pensadas e repensadas duzentas vezes antes de expostas. Mas nem foi isso que eu vim dizer hoje. Eu vim dizer que algo mudou sim, e que talvez já esteja na hora de tiras as vendas dos olhos e encarar um novo momento - que já nem é tão novo assim.
A gente tem o vício (eu, pelo menos) de matar a alegria com mil análises críticas que geralmente não têm nada a ver.
Eu vi isso num aplicativo "Conselhos de Caio Fernando Abreu" do Facebook (sim, eu voltei... afff). E eu gostei tanto, e achei tão a minha cara, que resolvi colar aqui. Tive até um déjàvu na hora de postar rs...
Desde que dei um tempo do Facebook, tenho me sentido incrivelmente mais leve. De início não tinha relacionado a isso, mas então um dia, quando precisei acessar uma outra conta para postar umas fotos, vi que não estava precisando (ou pronta para) voltar para lá mesmo. Alguns notaram imediatamente, outros só agora quase um mês depois, e sei que há aqueles que nem vão notar. O que me levou a fazer isso? é a grande pergunta dos amigos. Não precisou acontecer nada. Precisou eu decidir ir num ritmo mais humano, mais leve, mais meu. A vida se torna muito urgente em um ambiente como o do Face. Ou, como eu tenho definido, muito frenética. Pode ter - e é claro que tem! - os reencontros, os contatos, as divulgações, as uniões em prol disso ou daquilo. Mas há outras formas de ter isso na vida. E há um tempo seu de ser e fazer, sem precisar ficar preocupado se ninguém por acaso curtir. De início falei que em breve voltaria ao Face. Agora já não sei mais. Mas após a abstinência deve ser normal vir a negação. Quem sabe depois, quando a mão já não mais tremer eu até volte rs... Brincadeira. Cá estou hoje em casa, pronta pra trabalhar. Bem, então o que estou fazendo aqui? Foi só uma passadinha rápida, na tentativa de reestimular meu donzinho do texto escrito. Estou com saudades! Mas já estou indo.
Dia de acordar como se fosse sábado. De ligar a TV que nunca mais foi ligada. Dia de lembrar como foi bom rever a família unida. Dia de ouvir "Amor I Love You" e cantar junto, sem receio de ser cafona. E na TV, delícia, aquela programação que traz tanta lembrança, e que andava tão esquecida... Dia de ter certeza de estar fazendo o que é bom, de ter orgulho de estar indo pelo caminho que se quer, e de fazer com que os medos e inseguranças fiquem quietos para que se possa trabalhar no que vai acabar com eles. Dia de amar com todo o coração, com toda a emoção e felicidade. De contar as horas para ver quem se quer, para ficar bem, bem juntinho...
Eu passei o verão quase que em silêncio por aqui. E eu não sei dizer o que houve. Hoje é 21 de março e eu "vejo vir vindo no vento o cheiro da nova estação". Ai, medo... medo do frio, medo (i don't feel nothing, i just feel cold... Elton John cantou). Eu quero brilhando dentro de mim o sol que sempre carreguei. A luz da lua que sempre me iluminou. Alguém me dá a receita pra purificar o espírito e tornar a viver em harmonia? Acho que o banho na queda d'água foi um bom começo né? Obrigada natureza. Vamos em frente. Vai ser bom, eu sei. Já é, não é mesmo? Não é pq é um pouco mais difícil que não é bom. Eu sei.
Olha só... 2011... várias viradas, janeiro punk. É nova energia? Cheia de força, espero. A meu favor, peço. A gente acha que dá conta, não dá. A gente acha que não, e dá. Começar o ano com umas porradas não é bom, mas prova que a gente não manda no que sente, mas sim em como lida com isso. Ouvi essa frase ontem - ou li, esse mundo de facebook. Aliás, às vezes me dá vontade de cair fora disso. Não sei até onde é bom. Mas sei. Ui, chega de surto. Chega de susto.
Há as mudanças literais. Há aquelas nem tão palpáveis, mas de atitude. Necessárias. Se queremos o novo, pq agir como sempre?
Acho que estou desabafando um monte de frases feitas. E um monte de saladas da minha mente. Tudo junto. Sem entrelinhas, é verdade. O grande problema de quem tem por hábito escrever por entrelinhas é o de achar que há entrelinhas em tudo. Nem sempre há. Mas quando há, é mais fácil sacar. Mas quando - novamente - não há, causa nóia. Não quero nóia. Adoro as entrelinhas, mas não sei se quero mais escrever assim. Tenho preferido as coisas ditas, mais claras, tenho até conseguido dizer as coisas mais claras!!! Isso é troféu pra mim. Sem metáforas, sem comparações. Qual a dificuldade? É como não entender a dislexia quando não se sofre disso. Minha dislexia é com o dizer, entendam. Ou se não quiserem, me deixem ser. Não estou me importando com os julgamentos. É fácil julgar quando se nota uma atitude fora do padrão. É fácil também agir conforme o padrão. Mas eu estou aqui para tomar as decisões que farão da minha vida a vida que eu quero ter. E estou bem com isso. E estou tomando rumos por saber que muita coisa boa está envolvida.
A inspiração vem de onde? Pergunta pra mim alguém Respondo talvez de longe De avião, barco ou ponte Vem com meu bem de Belém Vem com você nesse trem Nas entrelinhas de um livro Da morte de um ser vivo Das veias de um coração Vem de um gesto preciso Vem de um amor, vem do riso Vem por alguma razão Vem pelo sim, pelo não Vem pelo mar gaivota Vem pelos bichos da mata Vem lá do céu, vem do chão Vem da medida exata Vem dentro da tua carta Vem do Azerbaijão Vem pela transpiração A inspiração vem de onde, de onde?
Vem da tristeza, alegria Do canto da cotovia Vem do luar do sertão Vem de uma noite fria Vem olha só quem diria Vem pelo raio e trovão No beijo dessa paixão A inspiração vem de onde, de onde?
De onde???
|Transpiração - Alzira Espíndola e Itamar Assumpção|
Hoje é o Dia do Samba! De 2010. Se eu fosse compor um samba hoje, e tivesse feito um em 2009... sim, muita coisa mudaria. O samba do ano passado seria uma dessas letras angustiadas, daquilo que eu costumava chamar de "felicidade beirando a melancolia". Daqueles de ouvir e ficar instigado, e que dependendo do seu estado de espírito, não é fácil de ouvir. Seria um pouco doído, mas cheio de vontade, de esperança, e muito muito cheio de desejo... O samba desse ano... é um samba mais alegre, e mais calmo também. Mas é mais pacífico, mais doce, daqueles que você ouve e fica bem... fica feliz. Eu queria que ele fosse cantado pelo João Nogueira.
Dia desses coloquei no Facebook - acho até que ainda está lá - algo sobre a melancolia ser mais inspiradora. E isso é verdade, pelo menos para mim. Por isso, mesmo vendo que o blog tem ido num ritmo mais lento, menos intenso quanto há um tempo atrás, não vejo problema. É momento de usar minha frase de alguns anos atrás: "Vou ser feliz e já volto!". E se for pra ser feliz, não haveria problema em não voltar. Sei que volto pq isso é vida, e mundo real é assim né?! Deixa pra lá, por agora.
Feliz dia do samba, feliz dezembro, feliz presente para um feliz futuro. Hoje, um texto meia boca, mas cheio de boas intenções.
A gente quer tanto fazer o diferente, o especial, que chega uma hora em que tudo o que a gente quer é o básico, o simples, o pique nique no parque, a foto tremida, o pé na areia. Eu estou muito assim. Pudesse não depender de grana, sairia agora mesmo - agora! - talvez sem rumo. Juntaria uns papéis, tintas, pincéis, máquina fotográfica, saia e blusa, e iria sentar numa beira de mar com brisa morna. Ai como eu queria. Música talvez, se servisse pra acalmar, sem provocar dores ou memórias - pq, vá lá, música é assim, traz de volta sensações e sentimentos, é phodda. Algo como tirar férias dessa eu q foi criada no espaço urbano-humano. Ser um pouco a eu autêntica, pura, livre. Sentir calma, paz, mas até sentir dor se der vontade de provocá-la. Sentir tudo de uma forma real. Lágrima que quiser rolar, sorriso que quiser brotar. Tem dias em que, não adianta, vai ser dia de ficar sozinha. É hoje, dia como um desses, que eu queria fugir.
Eu ainda acho que não é regra. Acho que largura das listras, cores, contrastes, tipo do tecido, tudo isso influencia. Já provei roupas tanto com horizontais quanto verticais que ficaram tanto boas quanto péssimas. Tem que provar. E tem que ter bom senso rs...
Eu, 27 anos, já tinha comido pétala de rosa e couve flor. Mas nunca tinha experimentado uma alcachofra. Ouvia falar das benesses, do preço e do status da tal flor comestível. Nunca sequer tinha visto uma preparada. Então dias atrás fomos a um restaurante habitué natural que adoramos. E no buffet estavam elas, belíssimas flores arroxeadas, prontas para serem experimentadas.
Lá fomos nós. Espiando as mesas ao redor, sem saber ao certo o que fazer ou por onde começar. Não que buscássemos alguma regra, mas ao menos precisávamos saber o que afinal era a parte comestível! - haha - Foi engraçado. Nas tentativas arriscadas, descobrimos aquela polpinha descorada. E era ali o sabor. Deciframos e comparamos, batata doce? pinhão? Por fim, unânime, sabugo de milho. Algumas desejamos depois novamente, outras não pretendem tentar nunca mais. É isso aí, aberta aos novos sabores. Novas descobertas. Mesmo que seja só uma alcachofra na hora do almoço.
Resumindo em cores e linhas a minha vida e o que tem preenchido minhas idéias.
Sol e calor Feliz com a cenografiaPaulo César Pinheiro GatosDesejo de praia daquelas tranquilinhas Pagando contas AMANHÃ TEM SHOW DO PAULINHO DA VIOLA Preciso ganhar $$$ Apaixonada Dever cumprido como mesária Adoro morar na minha rua Estréia de espetáculo hoje e outro na terça dia 09 Enfim, celular desbloqueado!Me acostumo aos poucos ao facebook Amando Como será o fim do ano? Maggie completou 11 anos! Nós 6 meses :) Agora eu tenho um grampeador pinador! (com a mesma empolgação de ganhar uma Barbie na infância) Anel novo mas sem fazer as unhas Caixa de emails entupida Saudade Após tentativas, uma cerveja com papi. 1 mês sem diálogo de blogs Fiz meu primeiro fuxico! Fico sempre feliz em abrir o jogo com os amigos antigos Hoje é dia do designer, mas eu sou arquiteta Cansada de fazer o que não gosto Todo mundo vai ao doutor e sara. Todo mundo o doutor cura. Ele é o doutor Saracura! kkk... Ainda não sei como e onde será o meu Natal. O Brasil é o meu país! Fizemos um estandarte tão lindo... Preciso ganhar mais $$$.
Tem vezes, a voz do blog cala. As idéias se iniciam, nada se conclui. É período de coleta, não de conclusões. Digestão vem depois. E tudo está bem. É só aquela coisa de momento.
Mãe, compra um algodão doce? Agora não. Só depois que vier o sol.